Este personagens não me pertencem, os deuses nórdicos todos
fazem parte do imaginário mundial, Stan Lee foi espertinho e registrou alguns
em nome da Marvel, Deus o abençoe por isso.
A egotrip do Loki aqui descrita foi inspirada livremente numa lenda
sobre ele. O homem também ajudava os deuses. Bem de vez em quando. Esta fanfic foi escrita somente por diversão
e eu não vou ganhar grana com ela. Love Hiddles, Stan Lee forever.
Jane caminhava penosamente pelo gelo assentado em camadas
sólidas no chão. O solo de Jottunheim é feito de um gelo antigo que se
transformou em pedra pela ação do tempo e que conseguia muito sofregamente
alguns raios de sol durante o curto e estranho verão. Ela tentava acompanhar
Loki e os outros personagens que
apareciam e desapareciam conforme o Asgaardiano os mencionava. Ela assistia a
tudo aquilo com um misto de terror e deslumbre. Era preocupante depender dos caprichos
de uma criatura tão instável quanto Loki, porém, ela era uma cientista e a
mente dele a fascinava. Jane talvez fosse uma das poucas ou talvez a única
pessoa que já estivera dentro da mente daquele ser tão poderoso quanto
perigoso. Não deixava de ser excepcionalmente atraente o fato de que ele, na
tentativa de usá-la como refém, houvesse de certa forma permitido a sua entrada
em um terreno muito íntimo. “Claro que isso tem a ver com o fato de o cretino
ter um ego monumental e está se exibindo para a única platéia disponível no
momento... . Ora, Jane, ele não precisa temer você porque você é um inseto para
ele, por isso está compartilhando da sua mente com você. Sim, certo... e há
essa inveja do irmão. Thor sente algo por você, Jane Foster, não há como negar
que o Deus do Trovão não vem à Terra só para proteger os pobres e oprimidos! E
essa pode ser a maior razão para você ter se tornado alvo do Loki.”
Rondava pela sua mente uma culpa sem origem bem definida.
Queria estar mais desesperada, mais louca para acordar daquele pesadelo. E não
estava. Queria ver aonde tudo aquilo a levaria. Era desconfortável estar com
Loki. Ele era uma montanha russa emocional, bem diferente do centrado, embora
ligeiramente impulsivo Thor. Ela deveria estar querendo fugir dali a qualquer
custo, porque aquela criatura havia sido responsável por muitas mortes e
destruição. Só que havia algumas frações de segundo em que o olhar dele era o
de um cãozinho abandonado no meio de uma avenida movimentada. Mas Loki morderia
quem tentasse ajudá-lo.
No fim das contas ele era o usual bad boy e ela sempre teve
problemas com tipos assim, porque mexiam com o seu lado negro. Ela não
costumava contar para ninguém, mas apesar de pacifista, ela sentia a violência
dentro dela, a vontade de lutar pelas coisas, a agressividade e rebeldia que a
levavam a se meter em encrencas. Só que esse bad boy, além de não ligar no dia
seguinte, explodiria a Terra apenas para deixar claro que não estava a fim
dela.
- Jane, Jane... eu ligaria para você no dia seguinte!
A doutora fechou os olhos, envergonhada e assustada. Sim,
ele ainda podia ler sua mente como se ela fosse um outdoor. Loki puxou-a pelo
cabelo, mas não o suficiente para feri-la. Trouxe seu rosto para bem perto da
sua face pálida. Os olhos azuis brilhando mas muito lúcido – E não quero explodir
seu mundo! Quero reinar sobre ele! Vamos nos concentrar na história. Você não
queria que eu contasse! O melhor está por vir!
Jane recriminou-se por não controlar seus pensamentos. Neste
momento ela teve um insight, uma idéia absurda para mudar as regras daquele
jogo. E imediatamente começou a pensar em Thor, chamando por ele em pensamento,
como num mantra, apenas como cobertura para o a experiência que tentaria fazer.
- Onde eu parei mesmo? Ah! Sim! O Mjolnjr foi pego pela gente de Laufey.
Havia esse general chamado Thryn. Pouco inteligente, como todo gigante, mas
muito decidido e com alguns lapsos de esperteza...
- Ele era pouco inteligente, mas conseguiu fazer você e Thor
fugirem...
- Oh... não fugimos. – Ele sorriu amplamente - Nos afastamos para EU pensar num plano.
Loki voltou a andar
ao lado dela e tomou-a pela cintura, desviando-a de uma lâmina de gelo fino
cujas bordas cortavam como aço. – Cuidado, querida. Eu fui bem detalhista. Isso
poderia machucá-la.
Logo chegaram a um outro acampamento, cercado por agulhas de
gelo. Apareciam gigantes por todos os lados e Jane respirava mais forte a cada
passo.
- Loki, não precisa ser tão realista.
- Eu faço questão. Jane, simplesmente relaxe! Isto é criação
minha. Posso controlar tudo.
- É disso que eu tenho medo. – A doutora tentava ficar
afastada dele, mas Loki estava o tempo todo junto dela.
O teatro continuou, com o gigante de gelo apontando para
Loki.
- Ah! O Língua de Prata! Matem-no antes que abra a sua boca
e espalhe a maldita feitiçaria de Asgaard aqui!
- Se me matar perderá a chance de ganhar a guerra para
Jottunheim, meu caro general!
Thryn ergueu a mão e os guardas mantiveram Loki sob a mira
de grandes tacapes de gelo.
- Eu vim pedir rendição! Meu irmão Thor perdeu seu poderoso
martelo e está ferido. Além disso, minha mãe acaba de chegar ao nosso
acampamento. Foi a única sobrevivente de uma avalanche. O Grande Odin está
morto!
- Que? Eu não sei de nenhuma avalanche! Se Odin morreu
porque não foram tocadas as trompas e porque as Valquírias não vieram para
buscá-lo?
- Heimdall quer manter segredo, pois de outra forma, Laufey
cairá sobre nossa gente e matará a todos. Eu não quero morrer! General, eu
posso ser útil a vocês! Por favor, poupe minha vida! Em troca, eu lhe darei
minha própria mãe, a bela Freya! Ela agora é a viúva de Odin! Creio que Laufey
gostaria de um presente destes e o recompensaria grandemente! E não quero que
minha mãe seja morta. Não me importa o destino dos outros, nem mesmo o do meu
irmão.
- O que me impede de eu mesmo ir até o seu acampamento agora
e pegar a bela Freya, matar Thor e fazer picadinho de você agora, se estão tão
enfraquecidos? Por que eu devo negociar contigo?
Jane estendia a mão tentando tocar no gigante. Ele parecia
bem real e assustador.
- Estamos fracos mas não mortos! Antes que nos alcançasse
perderia muitos dos seus. Eu, sozinho, poderia acabar com muitos gigantes antes
de cair. Sabe disso, Thryn. Veja, só quero salvar a mim e à minha mãe. Só isso.
O gigante pensou e pensou. Para uma ilusão, sua
interpretação era perfeita.
- Pois você tem uma hora para ir e voltar aqui, trazendo
Freya. Só vocês dois entrarão e ninguém mais.
Assim que estiverem diante de mim provando que a sua promessa foi
verdadeira, eu irei e destruirei Thor e os outros.
- Sim. Como quiser. Você certamente encontrou o martelo de
Thor. Vai usá-lo contra ele?
- Não, não vou. É impossível erguer o martelo!Sabe disso. Eu
o enterrei! Bem aqui sob meu trono!
O gigante bateu o pé sobre o chão de gelo, fazendo
estremecer o local.
- É um lugar bem seguro. Eu parto agora, general e dentro de
uma hora trarei a bela Freya.
Loki virou-se para Jane.
- E assim, adorável e assustada platéia, Loki deixou o
acampamento dos gigantes e levou avante seu plano....
- Você trocou o martelo pela sua mãe? – Jane balançou a
cabeça.
- Não! Só queria saber onde ele estava. Eu menti. Não
entregaria Freya a eles. Não naqueles tempos. Eu achava que era mesmo filho de
Odin.
- Então se importava com eles.
Loki sorriu para ela.
- Não. Só não entregaria a minha mãe para idiotas como esses
só para recuperar o martelo do tolo do meu irmão.
- E sua mãe? Se passasse por isso agora você entregaria
Freya para os inimigos?
Loki ficou olhando para ela com aquele sorriso irônico nos
lábios.
- Talvez.
Loki puxou Jane novamente para o acampamento Asgaardiano.
- Continuando nossa espetacular narrativa, o grande Loki
procura seu irmão e lhe diz: Thor, já
sei onde está seu martelo!
- De verdade? Onde? – a ilusão que tomava a forma de Thor
parecia ligeiramente estúpido, com um olhar vazio e dentes protuberantes.
- Thor não é assim... – Protestou Jane.
- Licença poética..... – Loki voltou-se para a figura que
interpretava seu irmão - Thryn está sentado sobre ele.
- Ótimo! Vou lá, pegá-lo! – Thor jogou a capa sobre os
ombros.
- Não seu tolo! Eu tive uma excelente idéia. Vou levar a
nossa mãe para o gigante em troca do martelo!
- ah! Excelente idéia.... – ironizou Jane.
- Trocou nossa mãe pelo meu martelo? Foi essa a grande
idéia?
-Thor... não será a nossa mãe que entrará naquele
acampamento ...
.................................................................
Continua
by Ana Laufeyson
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