...Era uma vez...

Loki, deus do fogo, rei da mentira, mestre da ilusão, benção e maldição dos deuses do panteão nórdico, que podia ajudar ou desgraçar a vida de mortais e imortais por mero capricho.
Um belo dia, o santo Stan Lee transformou as lendas e mitos escandinavos em uma fantástica história em quadrinhos e esses personagens incríveis foram parar nas telas com "Thor".
Porém, Loki, nós sabemos, não é só um personagem... Loki resolveu invadir a Terra e conquistá-la só com o charme. Gostou tanto do desafio que acabou ficando por aqui, aprontando das suas... se fazendo passar por um ator Shakespeareano talentoso e lindo que atende pelo nome de Tom Hiddleston. Este blog reúne algumas lendas e fanfiction relativa ao personagem. Estes personagens não me pertencem e não pretendo ganhar dinheiro com essas histórias. Tudo isso é só diversão. Os personagens pertencem à Marvel, do meu queridão Stan Lee. E Tom Hiddleston pertence a ele mesmo... porque he does what he wants.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Laguz parte 4: Indicação acima de 14 anos


Este personagens não me pertencem, os deuses nórdicos todos fazem parte do imaginário mundial, Stan Lee foi espertinho e registrou alguns em nome da Marvel, Deus o abençoe por isso.  A egotrip do Loki aqui descrita foi inspirada livremente numa lenda sobre ele. O homem também ajudava os deuses. Bem de vez em quando.  Esta fanfic foi escrita somente por diversão e eu não vou ganhar grana com ela. Love Hiddles, Stan Lee forever.



Jane caminhava penosamente pelo gelo assentado em camadas sólidas no chão. O solo de Jottunheim é feito de um gelo antigo que se transformou em pedra pela ação do tempo e que conseguia muito sofregamente alguns raios de sol durante o curto e estranho verão. Ela tentava acompanhar Loki e os outros personagens  que apareciam e desapareciam conforme o Asgaardiano os mencionava. Ela assistia a tudo aquilo com um misto de terror e deslumbre. Era preocupante depender dos caprichos de uma criatura tão instável quanto Loki, porém, ela era uma cientista e a mente dele a fascinava. Jane talvez fosse uma das poucas ou talvez a única pessoa que já estivera dentro da mente daquele ser tão poderoso quanto perigoso. Não deixava de ser excepcionalmente atraente o fato de que ele, na tentativa de usá-la como refém, houvesse de certa forma permitido a sua entrada em um terreno muito íntimo. “Claro que isso tem a ver com o fato de o cretino ter um ego monumental e está se exibindo para a única platéia disponível no momento... . Ora, Jane, ele não precisa temer você porque você é um inseto para ele, por isso está compartilhando da sua mente com você. Sim, certo... e há essa inveja do irmão. Thor sente algo por você, Jane Foster, não há como negar que o Deus do Trovão não vem à Terra só para proteger os pobres e oprimidos! E essa pode ser a maior razão para você ter se tornado alvo do Loki.”

Rondava pela sua mente uma culpa sem origem bem definida. Queria estar mais desesperada, mais louca para acordar daquele pesadelo. E não estava. Queria ver aonde tudo aquilo a levaria. Era desconfortável estar com Loki. Ele era uma montanha russa emocional, bem diferente do centrado, embora ligeiramente impulsivo Thor. Ela deveria estar querendo fugir dali a qualquer custo, porque aquela criatura havia sido responsável por muitas mortes e destruição. Só que havia algumas frações de segundo em que o olhar dele era o de um cãozinho abandonado no meio de uma avenida movimentada. Mas Loki morderia quem tentasse ajudá-lo.

No fim das contas ele era o usual bad boy e ela sempre teve problemas com tipos assim, porque mexiam com o seu lado negro. Ela não costumava contar para ninguém, mas apesar de pacifista, ela sentia a violência dentro dela, a vontade de lutar pelas coisas, a agressividade e rebeldia que a levavam a se meter em encrencas. Só que esse bad boy, além de não ligar no dia seguinte, explodiria a Terra apenas para deixar claro que não estava a fim dela.

- Jane, Jane... eu ligaria para você no dia seguinte!

A doutora fechou os olhos, envergonhada e assustada. Sim, ele ainda podia ler sua mente como se ela fosse um outdoor. Loki puxou-a pelo cabelo, mas não o suficiente para feri-la. Trouxe seu rosto para bem perto da sua face pálida. Os olhos azuis brilhando mas muito lúcido – E não quero explodir seu mundo! Quero reinar sobre ele! Vamos nos concentrar na história. Você não queria que eu contasse! O melhor está por vir!

Jane recriminou-se por não controlar seus pensamentos. Neste momento ela teve um insight, uma idéia absurda para mudar as regras daquele jogo. E imediatamente começou a pensar em Thor, chamando por ele em pensamento, como num mantra, apenas como cobertura para o a experiência que tentaria fazer.

- Onde eu parei mesmo? Ah! Sim!  O Mjolnjr foi pego pela gente de Laufey. Havia esse general chamado Thryn. Pouco inteligente, como todo gigante, mas muito decidido e com alguns lapsos de esperteza...

- Ele era pouco inteligente, mas conseguiu fazer você e Thor fugirem...

- Oh... não fugimos. – Ele sorriu amplamente -  Nos afastamos para EU pensar num plano.

 Loki voltou a andar ao lado dela e tomou-a pela cintura, desviando-a de uma lâmina de gelo fino cujas bordas cortavam como aço. – Cuidado, querida. Eu fui bem detalhista. Isso poderia machucá-la.

Logo chegaram a um outro acampamento, cercado por agulhas de gelo. Apareciam gigantes por todos os lados e Jane respirava mais forte a cada passo.

- Loki, não precisa ser tão realista.

- Eu faço questão. Jane, simplesmente relaxe! Isto é criação minha. Posso controlar tudo.

- É disso que eu tenho medo. – A doutora tentava ficar afastada dele, mas Loki estava o tempo todo junto dela.

O teatro continuou, com o gigante de gelo apontando para Loki.

- Ah! O Língua de Prata! Matem-no antes que abra a sua boca e espalhe a maldita feitiçaria de Asgaard aqui!

- Se me matar perderá a chance de ganhar a guerra para Jottunheim, meu caro general!

Thryn ergueu a mão e os guardas mantiveram Loki sob a mira de grandes tacapes de gelo.

- Eu vim pedir rendição! Meu irmão Thor perdeu seu poderoso martelo e está ferido. Além disso, minha mãe acaba de chegar ao nosso acampamento. Foi a única sobrevivente de uma avalanche. O Grande Odin está morto!

- Que? Eu não sei de nenhuma avalanche! Se Odin morreu porque não foram tocadas as trompas e porque as Valquírias não vieram para buscá-lo?

- Heimdall quer manter segredo, pois de outra forma, Laufey cairá sobre nossa gente e matará a todos. Eu não quero morrer! General, eu posso ser útil a vocês! Por favor, poupe minha vida! Em troca, eu lhe darei minha própria mãe, a bela Freya! Ela agora é a viúva de Odin! Creio que Laufey gostaria de um presente destes e o recompensaria grandemente! E não quero que minha mãe seja morta. Não me importa o destino dos outros, nem mesmo o do meu irmão.

- O que me impede de eu mesmo ir até o seu acampamento agora e pegar a bela Freya, matar Thor e fazer picadinho de você agora, se estão tão enfraquecidos? Por que eu devo negociar contigo?

Jane estendia a mão tentando tocar no gigante. Ele parecia bem real e assustador.

- Estamos fracos mas não mortos! Antes que nos alcançasse perderia muitos dos seus. Eu, sozinho, poderia acabar com muitos gigantes antes de cair. Sabe disso, Thryn. Veja, só quero salvar a mim e à minha mãe. Só isso.

O gigante pensou e pensou. Para uma ilusão, sua interpretação era perfeita.

- Pois você tem uma hora para ir e voltar aqui, trazendo Freya. Só vocês dois entrarão e ninguém mais.  Assim que estiverem diante de mim provando que a sua promessa foi verdadeira, eu irei e destruirei Thor e os outros.

- Sim. Como quiser. Você certamente encontrou o martelo de Thor. Vai usá-lo contra ele?

- Não, não vou. É impossível erguer o martelo!Sabe disso. Eu o enterrei! Bem aqui sob meu trono!

O gigante bateu o pé sobre o chão de gelo, fazendo estremecer o local.

- É um lugar bem seguro. Eu parto agora, general e dentro de uma hora trarei a bela Freya.

Loki virou-se para Jane.

- E assim, adorável e assustada platéia, Loki deixou o acampamento dos gigantes e levou avante seu plano....

- Você trocou o martelo pela sua mãe? – Jane balançou a cabeça.

- Não! Só queria saber onde ele estava. Eu menti. Não entregaria Freya a eles. Não naqueles tempos. Eu achava que era mesmo filho de Odin.

- Então se importava com eles.

Loki sorriu para ela.

- Não. Só não entregaria a minha mãe para idiotas como esses só para recuperar o martelo do tolo do meu irmão.

- E sua mãe? Se passasse por isso agora você entregaria Freya para os inimigos?

Loki ficou olhando para ela com aquele sorriso irônico nos lábios.

- Talvez.

Loki puxou Jane novamente para o acampamento Asgaardiano.

- Continuando nossa espetacular narrativa, o grande Loki procura seu irmão e lhe diz:  Thor, já sei onde está seu martelo!

- De verdade? Onde? – a ilusão que tomava a forma de Thor parecia ligeiramente estúpido, com um olhar vazio e dentes protuberantes.

- Thor não é assim... – Protestou Jane.

- Licença poética..... – Loki voltou-se para a figura que interpretava seu irmão - Thryn está sentado sobre ele.

- Ótimo! Vou lá, pegá-lo! – Thor jogou a capa sobre os ombros.

- Não seu tolo! Eu tive uma excelente idéia. Vou levar a nossa mãe para o gigante em troca do martelo!

- ah! Excelente idéia.... – ironizou Jane.

- Trocou nossa mãe pelo meu martelo? Foi essa a grande idéia?

-Thor... não será a nossa mãe que entrará naquele acampamento ...



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Continua                                                    by Ana Laufeyson




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