...Era uma vez...

Loki, deus do fogo, rei da mentira, mestre da ilusão, benção e maldição dos deuses do panteão nórdico, que podia ajudar ou desgraçar a vida de mortais e imortais por mero capricho.
Um belo dia, o santo Stan Lee transformou as lendas e mitos escandinavos em uma fantástica história em quadrinhos e esses personagens incríveis foram parar nas telas com "Thor".
Porém, Loki, nós sabemos, não é só um personagem... Loki resolveu invadir a Terra e conquistá-la só com o charme. Gostou tanto do desafio que acabou ficando por aqui, aprontando das suas... se fazendo passar por um ator Shakespeareano talentoso e lindo que atende pelo nome de Tom Hiddleston. Este blog reúne algumas lendas e fanfiction relativa ao personagem. Estes personagens não me pertencem e não pretendo ganhar dinheiro com essas histórias. Tudo isso é só diversão. Os personagens pertencem à Marvel, do meu queridão Stan Lee. E Tom Hiddleston pertence a ele mesmo... porque he does what he wants.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Laguz - parte 9 - Indicação: 14 anos

Ah! Loki e Thor pertencem ao mundo nórdico e tudo o mais pertence ao Stan Lee. E eu faço o que quero com eles!



Loki acordou por causa da dor nos olhos. Precisava abri-los porque eles queriam saltar das órbitas. Ardiam como fogo, embora ele sentisse o ar gelado tocando-os através das pálpebras. Abriu-os aos poucos e assustou-se porque a princípio só havia escuridão. Teve medo que Karnilla o tivesse cegado enquanto estivera inconsciente.

 Lentamente acostumou-se ao ambiente e compreendeu que estava na penumbra e conseguia divisar formas. Os ruídos confusos que chegavam aos seus ouvidos foram se transformando em uma cantoria monótona.

A medida que subia o volume das vozes, a  luminiscência azulada do lugar aumentava e  revelava o teto lapidado como um diamante.

Sentia outros pontos do corpo doloridos: pernas, costas, e sobretudo o peito. Quando sua cabeça parou de latejar e a dor nos olhos diminuiu, permitindo que raciocinasse, lembrou-se dos livros que estudara e de alguns duelos que já havia tido com bruxos e monstros: sua magia havia sido drenada. Quem havia feito aquilo era bem ruim ou tinha muito ódio dele porque arrancou a força mágica de um modo apressado e brutal, para que ele sofresse. Sim, agora se lembrava: havia desmaiado no processo.  Provavelmente Karnilla tentara extrair seu poder.

A notícia boa: Karnilla não dominava o ofício e não conseguiu tirar-lhe muita coisa. Ainda mais que ele já havia deliberadamente transferido muito da sua essência para outro lugar, por precaução. Não sobrou muito para a Norne. No momento, porém, sua magia estava bloqueada de alguma forma.

Sentiu seu corpo ser colocado de pé, contra uma coluna gelada, tendo os braços puxados para trás. Imediatamente sentiu o gelo correndo pelas suas mãos e antebraços, prendendo-os à coluna. Seus pés também cobriram-se de gelo, que subia em camadas, como se estivesse vivo, chegando aos joelhos. Esta prisão provocaria ferimentos mortais em qualquer asgaardiano, mas Loki apenas gemeu de raiva, por estar impossibilitado de se mover. Estranho, porque se estivesse em seu estado normal, ele facilmente se soltaria.

 - O grande Mestre da Magia.... você decaiu, meu caro. Está quase vazio, como um odre velho. – Karnilla acariciou o rosto de Loki, que permaneceu imóvel, olhando diretamente para a mulher com seus olhos azuis imensos e frios. – O que fez, Loki? Prá onde mandou sua magia?

O sorriso mau esticou-se de um lado a outro da face de Loki feito um gato espreguiçando-se. Ele abriu a boca para falar algo, pareceu pensar algo e mordeu os lábios, provocante e divertido e ficou em silêncio, apenas rindo. Karnilla perdeu o semblante amável.

- Você contava com o meu poder para o seu grande ritual, não é? Que pena. – Ele continuou a encará-la com a expressão de um garotinho travesso.

Os sacerdotes do templo, menores que os guerreiros, continuavam cantando mantras em sua língua sibilante.Karnilla fez um gesto indicando seus ajudantes. - Consegue entendê-los? Eles estão preparando o ambiente para o sacrifício.

- Da última vez foram brutalmente interrompidos por Odin...  Por acaso você tem alguma notícia recente da minha família adotiva, Karnilla? – perguntou Loki com um sorriso.

- Sim, Odin e Thor estão na Terra do Gelo, mas eles nada poderão fazer contra minhas defesas. Quando conseguirem passar por eles, você já terá cumprido seu destino. – Os olhos dela brilhavam, um tanto doentiamente.

- E qual seria esse meu glorioso destino?

- Reconhece este anel?

Loki olhou displicentemente.

- Você se tornou uma ladra? Este anel pertence a Odin.

- Você sabe... as lendas contam que o gigante Ymir criou os 9 mundos e deu origem aos gigantes de gelo. Você devia saber disso porque é a história da sua família.

- Se quer me matar de tédio, está quase conseguindo. – Loki suspirou, aborrecido.

- O gigante atacado por Odin e seus irmãos... o sangue de Ymir formou os oceanos e toda a água dos vários reinos... os ossos, formaram a Terra....  Ymir está adormecido em cada um desses elementos e pode ser despertado se ocorrer um grande evento. Loki, você é um mestiço gigante e asgardiano. Desde o princípio dos tempos isso não acontecia. Se você morresse no templo, se não tivesse sido salvo por Odin, o seu sangue nobre teria se derramado na terra de gelo e feito acordar Ymir.

- Isso tudo é lenda. Ymir nunca existiu.

- Você é um mestre em magia e não sabe que toda lenda é baseada na Verdade? Se eu conseguir realizar um grande evento como o sacrifício de um mestiço, filho do rei dos gigantes e de uma feiticeira asgaardiana... alguma coisa deve acontecer quando seu sangue correr pelo solo da terra de gelo, não é? E esta jóia, feita para Vili, irmão de Odin, me ajudará a controlar as grandes mudanças que ocorrerão.- Com o anel eu drenarei toda a sua força e me tornarei a feiticeira mais poderosa dos 9 reinos. – ela estendeu a mão para Loki, para que ele visse a jóia.

- Duvido muito! Tudo o que sabe fazer é executar truques de mágico de aldeia. Justamente por isso a rejeitei como aprendiz. Você é inferior, Karnilla. Não possui  nem imaginação, nem sagacidade  suficiente para lidar com magia...

- Houve uma época que você pensava diferente... – a mulher  sorriu.

- Sim, e me decepcionei muito. Você não estava a minha altura como aluna. E como amante, deixou muito a desejar...

Karnilla bateu no rosto de seu ex-mentor.

- Você será recebido com grande pompa no Inferno, Loki.

- Você vai primeiro, querida.  – o feiticeiro sorriu.

- A profecia dizia que você deveria morrer pela mão do seu pai. Odin interrompeu isso.

- E eu, infelizmente, por ironia do Destino, acabei matando papai... enquanto ele achava que eu o ajudaria com o plano de matar Odin.  Creio que a profecia não funciona se Odin me matar porque, tecnicamente, ele não é meu pai de fato.

- Não. Tem que ser o Laufey.

- Creio que Laufey esteja muito ocupado, morto, para vir aqui cumprir qualquer compromisso adiado.

O ar tornou-se ainda mais frio e uma forma azulada, lenta e terrível entrou no salão. Poucas coisas no Universo fariam Loki calar-se. Aquela era uma delas.

- Pena que você não tinha força o bastante. O poder que tirei de você me permitiu materializá-lo. – Explicou Karnilla - Ele não poderá ficar muito tempo. Mas será tempo o suficiente para matá-lo... meu querido.

- Loki.... – a voz do rei morto ressoava dentro da cabeça do feiticeiro.

- Isto é impossível. – Loki tentou soltar-se.

- Ódio e rancor tornam as coisas possíveis. Você me ensinou isso. – O rosto de Laufey brilhava na escuridão.



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Sif havia ouvido sons há pouca distância da gruta e resolveu investigar. Jane não a seguiu. Sem que a deusa se desse conta, Jane retrocedeu para o fundo da caverna e descobriu uma outra passagem para fora.

-Eu vou me arrepender disso. – a moça correu para fora. A roupa asgaardiana a protegia do frio enquanto ela corria pela neve, afundando e escorregando a cada metro conquistado, seguindo uma direção bem definida traçada em sua mente.  – Aquele desgraçado me transformou num GPS.



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A tempestade havia aquietado porque os seres que a haviam invocado tentaram atrair os deuses para as escarpas do outro lado do vale onde estavam naquele momento. Odin e os amigos de Thor combatiam os gigantes num local perigoso, com formações de gelo afiadas como facas dispostas pelo chão. Thor fulminava os inimigos e eliminava as armadilhas de gelo com os relâmpagos atraídos pelo Mjolnir.

De repente ele viu Sif se juntar a eles na batalha, mas não era com a deusa que ele estava preocupado.

- Onde está Jane?

- Não se preocupe! Deixei-a em segurança, na caverna perto daquela montanha.

- Thor olhou para trás. Conhecia bem Jane Foster e ela não ficaria parada naquele lugar, esperando a refrega terminar. E Loki deveria estar brincando com a mente da jovem, atraindo-a para o Templo onde ia ser sacrificado.

Os céus carregados abriram passagem para a nave branca dos Vingadores, que se colocou entre os deuses e os gigantes, reforçando o ataque.

Thor foi atirado longe por um dragão de neve chamado pelos gigantes. Quando caiu, viu a sombra de Jane Foster se afastando ao longe. Nenhum dragão da neve foi morto tão barbaramente quanto aquele que interpôs entre Thor e Jane.  O Mjolnir atravessou duas ou três vezes o crânio do animal, que agonizou durante alguns rápidos instantes e desabou no chão. O sangue azulado congelou rápido ao redor do dragão.



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- Thor está se afastando. Deve estar indo em direção ao tal Templo. Jarvis, o que você vê por aí, meu velho. Algum sinal de civilização?

- Existe uma vila perto daqui, Sr. Stark. É de uma civilização nativa. Não tenho dados a respeito.

- Pessoal, a conversa está boa, mas eu estou a fim de fazer turismo aqui na Terra do Gelo! Eu creio que Thor precisa de uma ajuda. E, doutor Banner, eu acho que Loki ficaria extremamente feliz em ver um rosto amigo lá no Templo. Será que o seu amigo Hulk não me acompanha na excursão?

- Preciso mesmo esticar as pernas! – O doutor tirou a camisa e começou a sentir toda a agressividade do local da batalha.

- Eu vou descer também! Não agüento mais ficar preso aqui! – o Gavião Arqueiro estava terminado de vestir o uniforme com dispositivo térmico.



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Jane seguia em frente e lhe ocorreu que estava muito exposta. Não havia vegetação, árvores ou qualquer coisa que pudesse servir-lhe de abrigo. Não era a toa que a gente de lá estava em conflito com outros mundos. Quem poderia ser feliz num mundo monocromático, sem outro som que não fosse o silvo do vento?

Ela simplesmente não conseguia parar de caminhar. Enquanto sentia exaustão por lutar contra o clima e o terreno ruim, sentia-se grata por ter experimentado as ilusões de Loki, porque conseguia evitar as armadilhas de gelo, as finas lâminas espalhadas pelo caminho. Era como se já conhecesse Jottunheim.

- Por que estou me preocupando tanto com Loki? Ele colocou algum encantamento em mim? Por que?  Será que ele quer que me sacrifiquem no lugar dele? Seria isso? Ou ele realmente não planejou dessa forma.......- Jane falava alto para bloquear o barulho irritante do vento.

Talvez a idéia inicial fosse apenas raptá-la e ter uma isca para atrair Thor. No entanto... no entanto... Jane nem queria pensar nisso, mas a verdade é que havia tido a experiência de sua vida dentro da mente dele e não sabia por que, aquilo tudo a tornara mais forte. Ela estava caminhando naquele lugar há horas e ainda estava viva!

Estava viva até aquele momento, o momento em que o que parecia ser um rio, fluindo sinuosamente pela neve, veio em sua direção. Ela tentou desviar-se, mas o rio a acompanhou. Na verdade não se tratava de um rio, mas de um monstro gelatinoso, que se movimentava rapidamente, deslocando volumes da massa que formava seu corpo como músculos que o impeliam para qualquer lado, como uma serpente. O bicho se aproximou rápido de Jane, e com tremendo esforço, saltou para cair sobre ela. Jane gritou e abaixou-se. Ouviu um estouro e sentiu o ar quente de uma explosão jogar-lhe o cabelo para trás. Quase ficou surda.

Depois do barulho, ainda de olhos fechados, sentiu-se envolvida num abraço que a colocou de pé.

- Jane? Está bem? Está bem? Desculpe! Não calculei direito onde ia cair o raio!

Thor gritava acima do ruído do vento.

- Estou bem! Estou bem! – Jane balançava a cabeça, tremendamente grata.

- Prá onde você vai?

- Loki está no templo!! É ali, naquela cidade.- Ela apontou para o que ainda não via. Sabia que o lugar era aquele.

- Sim!! Vou levá-la de volta! Deixá-la num lugar seguro. Resolverei isso sozinho!

Jane não conseguiu ouvir direito, mas leu os lábios dele.

- Não! Não! Não dá tempo!!! Eles vão matá-lo!!! Precisamos salvá-lo agora!! – Jane puxou-o pelo braço.

- Pode ser uma armadilha dele, Jane! Você volta! Não vou levá-la comigo.

- Eu não sei por que, mas eu preciso ir! Thor, por favor! Eu preciso ir até lá!!

Enquanto os dois discutiam a questão, um grupo de gigantes da neve se aproximou rapidamente  e, com um grito de guerra, caiu sobre o casal.



Continua....                                                                      by Ana Laufeyson

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