...Era uma vez...

Loki, deus do fogo, rei da mentira, mestre da ilusão, benção e maldição dos deuses do panteão nórdico, que podia ajudar ou desgraçar a vida de mortais e imortais por mero capricho.
Um belo dia, o santo Stan Lee transformou as lendas e mitos escandinavos em uma fantástica história em quadrinhos e esses personagens incríveis foram parar nas telas com "Thor".
Porém, Loki, nós sabemos, não é só um personagem... Loki resolveu invadir a Terra e conquistá-la só com o charme. Gostou tanto do desafio que acabou ficando por aqui, aprontando das suas... se fazendo passar por um ator Shakespeareano talentoso e lindo que atende pelo nome de Tom Hiddleston. Este blog reúne algumas lendas e fanfiction relativa ao personagem. Estes personagens não me pertencem e não pretendo ganhar dinheiro com essas histórias. Tudo isso é só diversão. Os personagens pertencem à Marvel, do meu queridão Stan Lee. E Tom Hiddleston pertence a ele mesmo... porque he does what he wants.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Laguz parte 3 (Indicação: Acima de 14 anos)

Infelizmente os personagens não são meus, mas estou cuidando direitinho deles, seu Stan Lee. Estou cuidando direitinho principalmente do Loki, que veio à vida através do Hiddles. Ah! sim, não estou seguindo nenhuma cronologia possivelmente coerente, enchi de licenças poéticas e escrevi capítulos a uma da manhã. Eu sou só uma garota querendo um pouco de diversão, ok?



Loki estava de olhos fechados e em silêncio.

- Thor está com você em Asgaard agora.

A moça olhava para o horizonte do cenário de faz de conta que Loki havia montado ao redor deles. Uma bela praia de águas prateadas e uma luz dourada como num eterno fim de tarde de sábado.

- É muito estranho. Há tanta beleza aqui e ela saiu da sua cabeça.

- Sim, de fato. Eu sou extraordinário, não é? Que bom que notou. – Ele sorriu, deliciado.

- O que eu quero dizer é que você sabe o que é a beleza, a harmonia.... como é capaz de ser tão destrutivo!

- Posso dizer a meu favor que não criei a bomba atômica. Nem sequer a sugeri. Vocês fizeram a Monalisa, a Catedral de Notre Dame... e aprenderam a transplantar corações para salvar vidas. Eu não sou o único ser com certa complexidade de sentimentos.

- Você poderia usar seus poderes para o Bem. Poderia juntar-se aos Vingadores.

- Meu irmão já preencheu a vaga.

- Sabe, Loki, você parece meio obcecado pelo seu irmão, pelo que ele faz, pelo que ele “tira” de você. Eu conheço Thor ... um pouco.... e ele nunca falou de você com ódio. Com preocupação, sim. Ele ama você. – Jane levantou-se. Estava começando a se sentir um pouco mais confiante. – Vocês cresceram juntos. Não é possível que não tenha nenhuma lembrança boa da sua infância e da companhia dele. Vocês lutaram juntos nessas grandes batalhas épicas da sua gente. Não posso acreditar que não houve pelo menos um momento em que você apreciou a companhia dele.

Loki abriu os olhos e fitou a moça com curiosidade.

- Talvez.

- Talvez o que?

O olhar dele brilhou.

- Talvez tenha tido algum momento assim.

- Você não se lembra?

- Está louca para ouvir, não é? Acha que pode fazer com que eu me torne tão bonzinho quanto acha que é o Thor simplesmente me fazendo lembrar do último natal em família? A propósito: não temos Natal em Asgaard e espero que isso não diminua o seu entusiasmo pelo nosso mundo.

- Eu gostaria de ouvir a história, sim. – Jane tentava manter seus pensamentos sob controle. Certamente ele podia ler tudo o que ela pensava. Deveria haver um modo de descobrir mais sobre Loki sem ele o perceber. Encontrar seus pontos fracos. Ela precisava detê-lo e salvar Thor.

- Ah, Jane. Eu poderia lhe contar histórias terríveis sobre nossas guerras. E nossos heróis não pareceriam melhores que os seus piores vilões. Nenhuma guerra é justa. São necessárias, mas não são boas.

- Não quero ouvir histórias de guerra...

- Oh, eu me esqueci de Fred e Vaughn!

Jane Foster estreitou os olhos para ele.

- Não ouse mexer nessas memórias.

- Os amigos que você perdeu no Irã. Eles transmitiram suas mortes para você e não pode fazer nada, não é, doutora?

Jane fechou os olhos, mas não adiantou. De repente ela estava no meio de uma batalha no deserto, com bombas explodindo bem ao seu lado. Dois rapazes gritavam diante de um celular.

- Jane, Jane, nós vamos morrer! Nós vamos morrer! Eles estão bombardeando tudo! Isto aqui é insano! Insano! Ninguém vai pará-los, entende??

- Pare! Pare com isso!

- Abra os olhos. Não quer ver seus amigos mais uma vez? É quase como se eles estivessem vivos.

- Pare com isso, Loki!

- Não pense que pode me manipular no meu próprio jogo, Jane Foster. Acha que vou revelar meus segredos para você?

Ela continuava com os olhos fechados, mas sentiu os corpos dos amigos desabando ao seu lado. Fred gritava de dor. Os gritos diminuíram e viraram um choro quase infantil. Depois disso vieram os gemidos que nunca paravam. Ela se lembrava que a câmera caíra próxima deles e gravou a agonia de quase 20 minutos do rapaz, até a sua morte. Eles faziam parte da equipe de um projeto pacifista no qual ela trabalhava na faculdade. A idéia de fazer gravações real time no Irã para mostrar que o exército americano não estava ajudando a pacificar o país foi dela. Foram pegos no meio de um tiroteio entre extremistas e marines.

- Que prazer você sente me fazendo experimentar isso novamente?

- Não é prazer. É curiosidade. – Loki ficou em silêncio alguns minutos, olhando para ela. Então o cenário de caos desapareceu e surgiu uma grande planície inundada de sol. – Mas você tem razão: foi deselegante de minha parte. Desnecessário. Para compensar, deixe-me contar a tal história. Preciso fazer você sorrir, Jane! Você fica linda sorrindo!

Loki abriu os braços indicando a paisagem  diante dela. A planície foi se transformando num terreno de geleiras, sombrio.

- Sabe onde estamos? Esta é a minha terra natal, Jane. Jottunheim. Não precisamos viajar muito para conhecê-la porque este trecho do caminho é parecido com o resto. É só isso que verá: gelo e escuridão. Isso diz tudo sobre mim, não é?

A jovem cientista respirou fundo. A temperatura caiu repentinamente e sua pele parecia queimar-se ao ser tocada pelo vento gelado. Loki esticou a mão para ela e a moça foi envolvida por um pesado manto e botas.

- Na primeira batalha que participou, Thor perdeu o martelo no meio do campo de batalha. Éramos muito jovens, inexperientes e meu irmão queria mostrar que podia ser um guerreiro melhor do que Odin. Quase fomos mortos pelos gigantes e tivemos que fugir rapidamente. Quando chegamos ao acampamento... venha comigo, querida! – Loki estendeu a mão para ele, cavalheiristicamente – Veja, depois daquelas montanhas fica o acampamento.

Os dois atravessaram uma passagem que os levou direto para um agrupamento de homens e cavalos que afiavam espadas e corriam para recolher os mantimentos e prendê-los aos grandes carros puxados por  lobos gigantescos.

- Então.... Thor se recusou a partir.... – Loki soltou Janee deixou de ser o narrador para se tornar um ator daquele teatro onírico que ele montara. Parecia estar se divertindo muito com aquilo. Ele aproximou-se de Thor, uma ilusão, que trazia alguns ferimentos no braço. – Thor, precisamos ir agora! Laufey se aproxima e tem mais homens.

- Não partirei sem meu martelo!

- E o que pensa fazer? Pedir para o gigante devolvê-lo? Não foi a sua bola que caiu no quintal do tio Olaf! Se voltar virará refém dos gigantes e criará uma encrenca ainda maior para nosso pai!

- Não! Eu sou filho de Odin! Eu posso derrotar qualquer um!

Loki segurou-o pelo braço.

- Thor, então me deixa ir e negociar. Eu irei sob a bandeira de paz. Mas irei só.

- Aí o refém será você!

- Não! Eu tenho meus poderes mágicos. Será mais fácil para mim ir até lá sozinho...

- Isso tudo é minha culpa, Loki. Eu tenho que resolver isso!

-Não. – Loki acenou diante do rosto do irmão e ele caiu em sono profundo. Thor ainda não conhecia a maioria dos truques que Loki podia utilizar.

Continua...                                                       Ana Laufeyson

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